terça-feira, 31 de março de 2020

Independência dos EUA: Leis Inglesas (1764 -1773)

Mapa dos Estados Unidos: análise inicial/Colônia.

segunda-feira, 30 de março de 2020

O Suicídio segundo Émile Durkheim

quinta-feira, 26 de março de 2020

Émile Durkheim e os Fatos Sociais

https://www.youtube.com/watch?v=AmJH-tIIYuk

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

3º Artigo no site Artes Cultura SP


https://www.artesculturasp.com.br/adeusmojicaproftiagomenta?fbclid=IwAR0ZT7SiGQtHGluPCGgI5xa5U45vTeLQxmKzhzSKMHrzP2487ob8Wt1FqU0

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

ArtesCulturaSP

domingo, 26 de janeiro de 2020

Damares não quer que a juventude transe


Resultado de imagem para abstinencia sexual charge

É notório: proibir, por proibir, reprimir, como "solução" só reproduzem forças contrárias, de resistência. Quantas vezes, na educação dos filhos, você afirma categoricamente "isso não pode", e logo o que se vê....pois é.

Longe de defender uma vida marcada pelo puro desejo, desenfreado, irresponsável. Portanto, destaco "responsabilidade". Esta é a chave do castelo, naquilo que diz respeito às nossas pulsações.

O sexo é pulso, é a vida buscando vida....força biológica, hormonal, que não dá pra simplesmente botar debaixo do tapete. Quem o "esconde", adoece, do corpo e da alma.

Como a complexidade da vida humana transforma não só aquilo que está ao nosso redor mas nós mesmos enquanto indivíduos, isso não seria diferente do sexo, do ato, que adquire contornos históricos, culturais, sociais e políticos. 

Agora, o Estado brasileiro propõe como uma certa política de combate à gravidez na adolescência um projeto de valorização da "abstinência sexual". E a ministra Damares Alves, religiosa e conservadora, realizou uma "análise" em que o sexo praticado na juventude favoreceria a delinquência juvenil, por distanciar o jovem da fé e dos pais.  

Projeto equivocado, na essência, e condenado à morte antes do nascedouro. A vida vai prevalecer, sempre. A gravidez na adolescência é resultado do ato sexual, claro, mas é, por excelência resultado da irresponsabilidade dos parceiros. Não dá, e não dá mesmo, querer bloquear um pulso de vida, que é biológico.

Se na Pré-História (evidente que a ministra Damares entende que o mundo tem 6 mil anos e que fomos modelados com o barro) tivéssemos sido conservadores, reprimindo as nossas pulsações sexuais, é fato que a humanidade teria realizado uma caminhada tímida e talvez não seríamos aquilo que somos, dominantes enquanto espécie. 

O correto, e mesmo assim aceitando as limitações que envolvem uma política pública em questões de fórum íntimo como esta, é retomar uma política, via educação sexual - no sentido de fomentar o sexo com responsabilidade, não só como prevenção a uma gravidez na adolescência mas também como combate às DSTs ou mesmo o HIV. Negar o sexo, negar a vida, sob um viés ideológico, e puramente ideológico (pois a fé institucionalizada, que estabelece normas, princípios de conduta, é um fenômeno ideológico) é desperdício de recursos públicos e mais uma amostra de incapacidade e até mesmo anacronismo de um governo errado, que só está no comando da nação em função da corrupção instituída pelo grupo até então dominante e também por um recrudescimento intelectual da nossa nação, que está, sim, mais ignorante.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

A Felicidade está além das coisas, em Marcuse

Herbert Marcuse (1898-1979), considerado um dos ícones do pensamento contracultural da década de 1960 (participando, ativamente, dos eventos engajados de 1968), é um intelectual partícipe da chamada "Escola de Frankfurt" ou filósofos "frankfurtianos", ao lado de Walter Benjamin, Theodor Adorno, Eric Fromm, Jürgen Habermas.

O trecho selecionado para esta postagem trata do tema, aristotélico, da felicidade (eudemonia ou eudaimonia). É parte da publicação de 1965 "Cultura e Sociedade" (Kuttur und Gesellschaft I), que reúne textos produzidos por Marcuse para a Revista de Pesquisa Social, produzida pelo Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt entre 1934-1938.

Com as palavras, mestre Marcuse:


O mundo do necessário, da provisão cotidiana da vida, é inconstante, inseguro e não livre - essencialmente e não só de fato. Dispor sobre os bens materiais nunca constitui inteiramente obra da sabedoria e da laboriosidade humanas; eles se encontram sob o domínio do acaso. O indivíduo que coloca seu objetivo supremo, sua felicidade, nesses bens, se converte em escravo de homens e de coisas que se subtraem a seu poder: renuncia à sua liberdade.

Riqueza e bem-estar não são alcançados e mantidos por sua decisão autônoma, mas devido a favores mutáveis de relações imprevisíveis. Portanto os homens subordinam sua existência a um fim em seu exterior. Que um fim exterior por si só já atrofie e escravize os homens, implica o pressuposto de uma ordem perversa das condições materiais de vida, cuja reprodução é regulada pela anarquia de interesses sociais opostos entre si, uma ordem em que a manutenção da existência geral não coincide com a felicidade e a liberdade dos indivíduos. 

Na medida em que a Filosofia se preocupa com a felicidade dos homens - e a teoria da Antiguidade clássica insiste na eudemonia como o bem supremo -, ela não pode encontrá-la na constituição material vigente da vida: ela precisa transcender a faticidade desta.

MARCUSE, Herbert. Cultura e Sociedade vol. 1. São Paulo: Paz e Terra, 1997, p. 90.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Taiko, apresentações em Atibaia-SP

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O caso Alvim é uma ameaça à ordem social

Um dos primeiros críticos da Revolução Francesa, Edmund Burke (filósofo irlandês), já afirmava que para o Mal triunfar bastava que os bons nada fizessem, ou "cruzassem" seus braços. Claro que eu não observo a realidade da vida de forma tão "preto no branco", de mocinhos e bandidos, e quem me ensinou isso, oras, a musa Clio (deusa da memória, e da História).

Dos maiores desafios de um professor, sobretudo de ciências humanas, é não ter posições, ou seja, como um velho e corcunda positivista obcecado por uma pretensa objetividade. Já coloquei isso aqui, e inúmeras vezes, nas humanidades não é possível que 2+2=4, existem muitas, e muitas possibilidades. Falar em verdades, histórica, sociológica, filosófica, etc...é ser presunsoço demais.

O assunto gera polêmicas, talvez até mesmo brigas. E eu levanto a bola "o bolsonarismo tem elementos nazifascistas?". 

O porquê da provocação surge na luz/da treva do vídeo divulgado pelo agora ex-secretário de Cultura (ou da ausência de) Roberto Alvim que anunciava, ao som de Lohengrin (utilizado pelos alemães nos campos de concentração enquanto os judeus eram vitimados à caminho do banho da morte), um Prêmio Nacional das Artes (20 milhões de reais), vociferando um discurso travestido de nacionalismo, baseado em falas do antigo ministro da propaganda nazista, Goebbels (1897-1945).



Assim dizia: a arte brasileira da próxima década será heróica e será nacional.

Me apegando a frase, como ele poderia falar da arte da "próxima década", até onde eu saiba o mandato do atual presidente se encerrará em 2022. Heróica, oras, a arte tem por objetivo combater algum inimigo? Nacional, oras, a arte é expressão do indivíduo, do artista, que é parte de um contexto e uma sociedade, mas a arte seria um projeto de Estado?

Até na aparência do vídeo o antigo secretário encarna uma espécie de personagem. 

Fala que a cultura, proposta pelo presidente, seria para salvar a juventude. De quem? Eu entendo que a educação, a boa condução da economia do país, o acesso a saúde, ou seja, o Estado quando cumpre com o seu papel de promoção do bem estar social realmente salva o jovem, dando-lhe dignidade e pelo menos evitando que afunde na miséria. A conversa liberalizante, que tem os seus argumentos, só serve aos senhores do mundo, a quem já concentra renda, oportunidades, trancafiados em suas bolhas sociais.

Apregoar valores tradicionais como "pátria, família, Deus" num discurso sobre política cultural é, no mínimo, esdrúxulo. 

O governo, pressionado pela repercussão negativa, botou o rabo entre as pernas e mandou Alvim para o RH. O que assusta, de verdade, é observar que o Estado brasileiro hoje é comandado por pessoas não só despreparadas, mas de uma ignorância e ausência de bom senso nunca antes visto ou imaginado. Um secretário de Estado travestir-se de Goebbels, em pleno 2020, é um grande absurdo.

Mas, lembro Burke (no sentido de questionar até quando nós vamos cruzar os braços em meio a esta política regressista), esse governo já mostra que é o ovo da serpente, já é a serpente? Exagero meu, não sei. Isso que ocorreu é preocupante e inaceitável. O discurso de ódio, desde o período eleitoral, vai se tornar realmente uma política de ódio? 

O Presidente Bolsonaro, se fosse um homem coerente com o cargo que ocupa, teria deixado as eleições pra trás e assumido a condição de representante dos brasileiros, na totalidade de nossa sociedade. Falar em inimigos internos, apontar armas com as mãos, escolher mal os seus ministros, todos eles (não há um só aceitável, nem mesmo Moro - cuja parcialidade num processo jurídico já o desqualifica pro cargo). 

Eu espero, com sinceridade, não ver o governo do meu país abrir espaço para grupos e pessoas que ainda carregam pensamentos/ideologias que prezam pela violência, exclusão, estigmatização. Ou acordamos, de alguma forma, e a repulsa geral fez o governo agir, ou realmente um certo bolso-nazismo pode germinar e jogar o país numa crise social interna sem precedentes.