segunda-feira, 6 de maio de 2013

Triste realidade brasileira...


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Prof. Tiago Menta no Programa "Brasil das Gerais - TV Rede Minas"

Assistam a minha participação no programa Brasil das Gerais, da TV Rede Minas.







quinta-feira, 2 de maio de 2013

Misericórdia indianista e preconceito racial no Brasil colonial

Em sala de aula tenho debatido com alunos do sétimo ano do ensino fundamental as razões que levaram à escravização dos africanos, e não dos indígenas brasileiros (aqui viventes e em grande número) dentro do processo de acumulação primitiva de capital desenvolvida pela empresa colonialista portuguesa.

Uma das possíveis razões para esta escolha, que condenou milhões de negros a uma humilhante condição e por mais de século, foi a proteção recebida pelos indígenas de parte do catolicismo - em especial da Companhia de Jesus e seus jesuítas (ávidos por evangelizar os nativos ameríndios).

A minha análise é de que ao vislumbrar os nativos do Brasil em toda a sua simplicidade, e até mesmo ingenuidade, dentro de um ambiente tropical e de diversidade ambiental-natural, os padres jesuítas devam ter visto um pouco do Gênesis bíblico diante de seus olhos.

O indígena, em relação umbilical à natureza, andava praticamente nu. Sua nudez sendo encarada com naturalidade, e portanto sem vergonha desta condição. Vide o primeiro homem criado por Deus, Adão, que andou por sobre o Paraíso em completa nudez, sem vergonha alguma ou mesmo consciência de um julgamento moral mais profundo ou deturpado (aqui a ingenuidade adônica). O pecado, incrustado na árvore do fruto proibido, e motivado por Satanás, é o fato que desencadeia em Adão o sentimento de vergonha.

E assim, os olhos de padres jesuítas ao vislumbrarem nossos nativos ameríndios em solo tropical enxergavam nestes uma espécie de reflexo do que foi Adão vivente no Paraíso. E aos negros, qual a postura destes mesmos homens tementes a Deus?

Com certa perplexidade os alunos reconhecem que a igreja romana, no que tange à empresa escravista moderna, tivera uma posição de contraditória indiferença. Silenciou-se, como silenciará no século XX com a solução final hitlerista que jogou milhões de judeus nos campos de trabalho forçado. Ou seja, ao índio proteção e romantização (que encontrará ápice na literatura indianista do século XIX, marcadamente influenciada pela filosofia das Luzes, em especial nas ideias de Jean-Jacques Rousseau), e ao negro africano indiferença e silêncio (essencialmente racialistas).

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Uma noite em 67 - Completo

Assistam abaixo o ótimo documentário "Uma Noite em 1967", que tive o prazer de ter visto no Canal Brasil dias atrás.
O vídeo retrata um dos Festivais de Música da velha Rede Record, vencido por Edu Lobo com seu "Ponteio", mas que apresentou ao Brasil canções como "Alegria, Alegria" (Caetano Veloso), "Domingo no Parque" (Gilberto Gil), e "Roda Viva" (Chico Buarque).



segunda-feira, 25 de março de 2013

EVIDÊNCIAS - A história do Papado, 2013 TVNovo Tempo

domingo, 24 de março de 2013

Professor Gonçalo


terça-feira, 19 de março de 2013

Grandes Navegações - o Projeto Espanhol

segunda-feira, 18 de março de 2013

Papa Francisco - velha e nova igreja romana

A pouco menos de uma semana, no último 13 de março, os cardeais romanistas elegeram em conclave um novo líder papal: o argentino Jorge Bergoglio, ou Papa Francisco (nome missionário).

Evidente que a eleição de Francisco, um latino-americano, direciona a igreja de Roma para novos caminhos, o que não significa, de maneira alguma, qualquer alteração doutrinal importante. A mudança não se faz ideologicamente, mas metodologicamente. A igreja romana sabe que precisa mudar para retomar a hegemonia global que em idos passados detinha, isso sem mudar a sua essência (conservadora por natureza, e imperial também). Assim, sai o brilhante teólogo alemão de cena, entra o franciscano latino com um sorriso de "humildade" no rosto. Repito, a mudança é metodológica. O objetivo é cativar fieis com uma nova postura perante o mundo, quase que como uma jogada brilhante de marketing.

Francisco, o cardeal latino e compromissado com os pobres do mundo, é talvez o rostinho angelical e maquiavélico que poderá acelerar e aprofundar intenso ecumenismo entre várias denominações cristãs - cujo sentido é o tão sonhado retorno à mãe romana, uma espécie de resposta tardia a Reforma iniciada por Martinho Lutero. Francisco pode ser o líder papal que dialogará com Silas Malafaia, Edir Macedo, Valdomiro, RR Soares, e tantas outras lideranças e igrejas cristãs, pegando exatamente uma missão em comum, e até muito nobre: lutar pelos pobres e oprimidos do mundo, em suma fazer justiça social!

É na eleição de Francisco que compreendemos a renúncia de Ratzinger, papa emérito Bento XVI, simplesmente retirado do campo de batalha por não ter o perfil adequado para o que a igreja romana precisa fazer em meio ao secularismo e perda de espaço neste século XXI. Ficou, claro, vendida a ideia de ato de grandiosidade do antigo papa, desprendido do poder que o cargo proporcionava. Na verdade Ratzinger foi convidado, internamente, a pegar o seu boné branco e se calar em castel gandolfo, abrindo espaço para este novo projeto romanista, mais carismático.

E o velho catolicismo, tradicional, se manterá em suas infraestruturas mais intestinas, porém assumindo uma nova roupagem superestrutural, carismática e ecumênica. Nada mais alinhado a isto que comunidades católicas carismáticas, como a Canção Nova de Cachoeira Paulista-SP, espécie de pentecostalismo católico (uso midiático da fé, ênfase na cura, musicalismo). O Papa Francisco é o ponto inicial desta mudança, e não João Paulo II como muitos acreditam.

Finalizando misticamente, o alerta profético (encontrado no livro de João - Apocalipse) anuncia uma espécie de realinhamento religioso mundial, culminando na fé global, somada ao já existente mercado global e geopolítica mundializante (via blocos políticos como a Comunidade Europeia, o NAFTA, o Mercosul, BRICS, ONU, etc). E sob esta perspectiva profética a eleição de Francisco pode ser o primeiro passo evidenciando a proximidade do retorno de Jesus.


sábado, 9 de março de 2013

Hugo Chávez e sua democracia real

Para a imprensa "chapa branca", pigiana (tomando emprestado o termo de Paulo Henrique Amorim), os pouco mais de 10 anos de governo chavista, bolivariano, na vizinha Venezuela, representariam atrasos político-econômicos em um país abençoado por riquezas petrolíferas, e que, em virtude de sua posição esquerdista pouco ou mal aproveitaram o boom da alta de preços dos barris de ouro negro...

Falam isso, e não me surpreende, porque na visão de tecnocratas, economicistas de gelo, que tanto representam tucanato e parte até do governo lulopetista, os rendimentos da riqueza nacional devem ser utilizados pra tudo, menos na promoção de real justiça social.

O que move os nossos irmãos venezuelanos a sair às ruas e prestar homenagens constantes ao comandante Chávez, que como o também revolucionário russo Lenin será embalsamado, foi justamente a atitude corajosa e transformadora do carismático líder em depositar as benesses do petróleo na promoção de políticas habitacionais ou mesmo na erradicação do analfabetismo (é comum que cada família, mesmo a mais pobre e humilde, tenha em mãos a Constituição Bolivariana). Problemas, claro, o país ainda enfrenta e não são poucos: criminalidade em alta, o horizonte político na ausência de Chávez e o virtual comando de Nicolás Maduro, etc. Contudo, quem repassar o histórico venezuelano anterior ao período chavista e bolivariano irá reparar em como o país passou por profundas e democráticas transformações. Lembrando aos ingênuos que democracia é tudo, menos a simples representatividade através do voto (como vivenciamos por aqui a cada quatro anos) - a verdadeira democracia é governar para e com os pobres. E isso, companheiros e companheiras, isto Hugo Chávez fez!

Que Deus guarde vossa alma no dia do juízo, em nome de todos os humilhados latino-americanos...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Adeus Presidente Hugo Chávez (1954-2013)