segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cruzeiro Católico (Santos-Rio-Búzios) com Pe. Fábio de Melo (Alan Delon de batina) por apenas R$ 2400,00!

Parece perseguição, ok, aceito a crítica, mas o Catolicismo continua a me dar momentos de rara indignação e claro, risos fáceis perante a hipocrisia que é interminável, inesgotável, e no Brasil então, parece que ganha contornos ainda mais cômicos - talvez porque em terra brasilis a Igreja Romana, milenar putana ideológica, perde terreno em um país dominado pelas classes C, D, E, F (dos mais fodidos); em suma, o catolicismo que capenga por aqui é uma ideologia religiosa característica das classes dominantes, pelo distanciamento dos pobres (já viu alguma catedral católica dentro de uma favela? Ou mesmo próximo? Nem eu) e porque parece só caber nos fartos bolsos desta pequena e privilegiada parcela de nossa população.

Vamos aos fatos. Jornal "Folha de São Paulo" do último domingo, dia 27 de dezembro de 2009: em abril parte de Santos-SP, rumo a Búzios-RJ, com parada programada na cidade maravilhosa, o primeiro Cruzeiro Católico, consistindo em quatro noites a bordo de um navio, com missa e show comandadas pelo padre Fábio de Melo, ao preço de R$ 2400,00.

Imaginem o evento, que mostra toda a caridade, toda a pureza, toda a humildade, todo o cristianismo benevolente, que se organizará em torno da figura dúbia, idiota, deste Fábio de Melo! Não contive o riso, foi demais para mim...

Essa é a derradeira demonstração que o Catolicismo cai no mesmo ridículo (em especial dentro das organizações carismáticas, que é o velho, carcomido, esclerosado, conservadorismo católico travestido de pós-modernismo! Se fossem realmente pós-modernos lutariam pelo fim do celibato clerical, lutariam pelo direito das mulheres ao próprio corpo, do sexo como coisa natural e não como uma quimera de duzentas cabeças, pelo uso de todos os nossos recursos em torno da medicina/leia-se células tronco embrionárias, etc.) de boa parte do Protestantismo, em especial as agremiações neopentecostais.

Isso se deve a crescente mercantilização da fé, onde as pessoas são vistas pelos clérigos não somente como ovelhas do rebanho (e devidamente obedientes, prontas para a tosa semanal de domingo) mas também como mercado, consumidor de suas ilusões metafísicas a que chamam de "Deus" ou mesmo de uma figura histórica como Jesus (mais um dentre tantos outros profetas orientais, normal dentro de um mundo de opressão - dominado pela Roma de Augusto à época de seu nascimento).

Já estou antevendo aquele bando de velhas, "dondocas" das classes B e A, com suas vaginas entorpecidas de tamanho e múltiplo gozo, tirando da conta dos maridões os R$ 2400,00, para uma linda missa em alto mar, perante o atleta de Cristo, o Alain Delon de batina, que ainda por cima lhes brindará com um show de pura adoração ao Senhor, o Senhor dos pobres, dos desvalidos, da humildade....demais, demais!

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Sensacional, Tiago!!! Expressaste muito bem a essência disto tudo: a mercantilização da fé! Hehehehehehe
    Parabéns!

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