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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Primeiras impressões de um "Brasil nas ruas"



Sobre os acontecimentos ocorridos em nosso país, ao longo da realização da Copa das Confederações da FIFA 2013, é necessário dizer que me encontro observante sobre o tema em destaque.

Nunca é demasiado reafirmar as limitações impostas pela chamada "História do Tempo Presente", em especial quando se espera do historiador uma análise mais precisa a respeito dos fenômenos humanos e sociais.

O tempo, neste caso, é um senhor bem vindo. O momento é observar, atentamente, as respostas políticas e institucionais do Estado brasileiro para dai iniciarmos uma análise mais precisa sobre os protestos e movimentos organizados no Brasil, em perspectivas de causas, efeitos, consequências a médio-longo prazos.

Neste processo, deixo uma questão: serão estes protestos genuínos movimentos populares? Ou seria um fenômeno médio-classista? Num primeiro momento o que poderia dizer é que o saldo destas manifestações é algo meramente político, não social. Assim, a Presidente Dilma Rousseff é, desde já, quem mais perdeu com os eventos ocorridos nas ruas do país.

Socialmente, acredito que serão insignificativas as mudanças (isto se estas mesmo ocorrerão); contudo, o establishment lulopetista sofre sérios abalos estruturais, talvez aventando alternância de poder nas mãos de uma nova liderança nacional ou algo do tipo.

Esperemos, com paciência e atenção.



sábado, 27 de agosto de 2011

Sex Pistols "Anarchy in the U.K." (Anarquia no Reino Unido)

I'm antichrist, I'm anarchist
Don't know what I want
But I know how to get it
I wanna destroy the passerby
Eu sou um anticristo, eu sou um anarquista
Não sei o que eu quero
Mas sei como conseguir
Eu quero destruir transeuntes
 
'Cause I want to be anarchy
No dog's body
Porque eu quero ser a Anarquia
Não o cachorro de alguém

Anarchy for the U.K.
It's coming sometime and maybe
I give a wrong time, stop a traffic line
Your future dream is a shopping schemeAnarquia para o Reino Unido
Virá em algum momento e talvez
Dou o tempo errado, paro o fluxo de trânsito
Seu sonho futuro é um esquema comercial

'Cause I wanna be anarchy
In the city
Porque eu quero ser a Anarquia
Na cidade
 How many ways
To get what you want
I use the best, I use the rest
I use the enemy, I use anarchyQuantas formas existem
Para conseguir o que se quer
Eu uso o melhor, eu uso o resto
Eu uso o inimigo, eu uso a Anarquia

'Cause I want to be anarchy
It's the only way to be
Porque eu quero ser a Anarquia
É a única maneira de ser

Is this the M.P.L.A. or
Is this the U.D.A. or
Is this the I.R.A.?
I thought it was the U.K.
Or just another country
Another council tenacy
Isso é a M.P.L.A. ou
É o U.D.A. ou
É o I.R.A.?
Eu pensei que fosse o Reino Unido
Ou apenas um outro país
Outra propriedade do Conselho

I wanna be anarchy
And I wanna be anarchy
Oh, what a name
And I wanna be an anarchist
I get pissed, destroy
Eu quero ser a Anarquia
Eu quero ser a Anarquia
Oh, que nome
E eu quero ser um Anarquista
Ficar bravo, destruir

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Os inimigos do povo e apontamentos libertários

Desde os distantes tempos dos antigos persas e a construção do Mazdaísmo a humanidade vem tomando como referencial ético a existência, dicotômica, entre “Bem” e “Mal”; algo no mínimo questionável, tudo é muito relativo e os valores éticos transformam-se ao longo do tempo, porém o que aqui quero deixar claro que há uma tendência do “espírito” humano em dicotomizar a vida, separando “joio do trigo” (como nas passagens bíblicas).

Como intelectual, formador de opinião e de consciências mais jovens, como educador e historiador engajado que sou, é chegado o momento de dicotomizar, de apontar, principalmente, quem são (instituições, pessoas, grupos) os Inimigos do Povo! Lembrando que os considero inimigos do povo, dos interesses populares, do bem-estar da maioria oprimida do mundo, por uma série de razões, mas se igualam em questões como: classismo, conservadorismo, intolerância, xenofobia, arrogância, apatia, demagogia, hipocrisia, violência, autoritarismo, insensibilidade.

Inimigo número 1 – O Estado e suas estruturas de sustentação: forças armadas e policiais, classe política e dirigente, e órgãos judiciais. Não há como acreditar em democracia, representatividade, leis.

Inimigo número 2 – Instituições Religiosas: mecanismo bio-psicológico humano tornado algema, alienação, reforçando divisões e intolerância por toda parte. Lembrando que a fé popular é algo separado das instituições criadas sob interesse de dominação. A fé não se apega a regras, a ritos, a hierarquias, ela é crença, é experienciação pessoal, e se deturpa quando se materializa em instituições sociais. O inimigo não é a crença, mas a Igreja.

Inimigo número 3 – Relações Capitalistas: sistema sócio-econômico criado e desenvolvido ao longo da história humana, amparado no que há de mais orgulhoso e individualista no ser humano. A propriedade privada, o consumo, o dinheiro, o lucro, o trabalho assalariado, o mercado financeiro, os bancos, são o sangue que retroalimentam uma vida de concentração de renda e desigualdade gritante, onde poucos usufruem das benesses do desenvolvimento humano e milhares vivem no obscurantismo de migalhas ou mesmo na mais completa solidão da miséria.

Inimigo número 4 – A Sociedade Espetacular: são os falsos ídolos, o mundo das celebridades, a futilidade em nome de uma sociedade do Capital, construindo falsas necessidades e falsos ideais. É a ode ao aparente, naquilo que há de mais mentiroso. Marketing, publicidade, moda, ditadura da magreza (estética deturpada), mídias, esportes, como mecanismos fetichistas, direcionando/dominando a juventude em especial.

Inimigo número 5 – Ideologias Deturpadas: ideias que reforçam a divisão entre as pessoas e não a comunhão ou o coletivismo essencial do humano (na obvia certeza de que somos todos iguais, todos homo sapiens sapiens, providos de potencialidades e da necessidade do outro, sempre); Machismo, Patriotismo, Racismo, Classismo, Liberalismo, Socialismos Autoritários, são estruturas que se auto-proclamam verdadeiras a partir da negação do outro e da depreciação do outro.

Inimigo número 6 – A Imprensa: antes instrumento de cultura, de informação, hoje é instrumento de poder, nada mais. Conglomerados televisivos, de comunicação, jornais, publicações, são fonte de renda, negócio, como qualquer outro, apoiado e financiado pela ordem sócio-econômica vigente. Hoje o Estado é o principal anunciante de qualquer veículo de comunicação, fazendo-se e legitimando-se sob as vozes dos ditos formadores de opinião (deturpadas e filtradas) ou mesmo das notícias mentirosas/tendenciosas que escamoteiam qualquer possibilidade de busca da verdade.

Dando nome aos bois! Oras, no caso brasileiro fica o meu conselho de que você, meu leitor jovem e consciente, cidadão verdadeiro, evite acreditar:
Organizações Globo, Rede Record, SBT, etc...
Qualquer jornalista ou mesmo pseudo-jornalista...
Catolicismo, Renovação Carismática, Igrejas Neopentecostalistas...
Partidos Políticos ou mesmo qualquer político profissional (como já preconizava Weber isso ai já virou negócio e profissão há muito tempo)...

Mas e então...acreditar em que?
Em você mesmo, em educar-se; educação que liberta, que não aliena.
Acreditar na vida em comunidade, nos familiares e amigos, na pessoa que se ama e que se destina construir vida em comum e multiplicar a espécie.
E que caminho seguir? Buscar a liberdade, sempre. E a liberdade, em termos ideológicos, pode ser encontrada em diversas ideias e pensamentos, em movimentos sociais, como o cristianismo primitivo (não-paulino), marxismo (não o leninismo, muito menos o stalinismo), o existencialismo, o feminismo, a democracia participativa ou direta, a autogestão, o anarquismo, o movimento negro, o movimento GLBT, o budismo, a teosofia, o islamismo não-jihadista, as ciências, o multiculturalismo, a teologia da libertação, etc...

Ação Direta e Libertária nas ruas da Inglaterra

Primeiro, os fatos: 04 de agosto - policiais londrinos matam um rapaz de 29 anos no bairro de Tottenham, em Londres; 07 de agosto - 30 jovens promovem saques no bairro Walthamstow, também em Londres; 08 de agosto - edifícios, ônibus e carros são incendiados por uma juventude enfurecida nos bairros de Lewisham e Peckham, novamente nas ruas londrinas! Paralelamente outras insurreições ocorrem em outros pontos do país como Leeds e Birmingham (a segunda maior cidade do país). Scotland Yard e governo do Primeiro-Ministro David Cameron em alerta, já preocupados com a imagem negativa sendo vendida internacionalmente a menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Agora, o obvio: a juventude londrina já não suporta a truculência de sua polícia. Lembremos do brasileiro Jean Charles! Morto por policiais londrinos, dentro do metrô, ao ser confundido como possível terrorista internacional....pelo jeito a realidade, preconceituosa e autoritária, vivente na capital inglesa e que tem na juventude como seu alvo preferencial (até porque ela é sempre a camada mais marginalizada e estigmatizada de todo tecido social) ainda permanece essencialmente injusta-classista.
 
Outra obviedade: o tratamento da imprensa sobre os fatos, alinhado ao poder estabelecido (até porque é mantido por este, e se engana quem acredita que existe hoje alguma espécie de jornalismo independente, pois é mantido com anúncios do poder público/Estado e não por assinaturas ou venda em bancas), e assim os jornais aqui e acolá tratam a massa de jovens rebeldes como "tumultos", "vândalos", marginalizando-os e procurando minorizar a ação direta das ruas inglesas - quem conhece, historicamente, uma ação libertária, sabe bem o que estou dizendo.
Por fim fica, mesmo aqui no distante e também desigual e injusto Brasil, a sensação de que ainda existe esperança, sim, sempre haverá esperança quando jovens se organizam e enfrentam o aparato estatal! E como dizia Bakunin "toda destruição carrega em si algo de criativo"...






terça-feira, 2 de agosto de 2011

"Papai Noel Filho da Puta" - Garotos Podres

segunda-feira, 25 de julho de 2011

MIKHAIL BAKUNIN

sábado, 2 de julho de 2011

"Mundo Conformista"