Desde 3 de janeiro deste ano a PM e o Estado de São Paulo iniciaram uma operação de "combate" ao livre tráfico de drogas presente na região da Luz (Operação Centro Legal), área central da capital paulista - apelidada como "Cracolândia", visto a prevalência desta droga entre os dependentes químicos que por ali circulam como verdadeiros zumbis.
Vozes ligadas aos direitos humanos chamaram a ação do governo como "higienização", cujo princípio estaria na limpeza do local - dispersando os usuários de drogas, e revitalizando a região como centro comercial ou mesmo digno de circulação, longe, muito longe de qualquer preocupação com os dependentes químicos e seus dramas ali concentrados.
É claro que o governo paulista não vai querer que a ação seja entendida pela população como meramente repressora, querendo dar uma certa humanidade na ação policial; mas conscientes que somos fica evidente que a ação é repressão pura sim, a questão agora é debater se a repressão neste caso é legítima ou não.
Por pior que possa parecer, sendo eu um libertário convicto, tenho que reconhecer que a represão praticada na Cracolândia é justificada. Não é possível transitar, não é possível uma convivência social digna, em um bairro repleto de zumbis entupidos de tóxicos, que atraem todo tipo de ação criminosa: prostituição, roubos, mendicância, tráfico e até assassinatos.
Deixar que estas pessoas, doentes e necessitadas de amparo, se aglomerem formando centros de uso de drogas, é ser leniente com uma série de consequências negativas produzidas pela compra-venda das mesmas, ferindo o bom convívio social. Dai a necessidade de desconcentrar através do uso da força, ou alguém ainda é ingenuo para acreditar que um usuário/traficante de drogas ainda pode ser convencido por argumentação lógica?
As críticas, provenientes de grupos ligados ao lulopetismo no poder, são hipocritamente marcadas pelo viés político (na disputa pelo poder, sempre desqualificando a ação do grupo antagonista), até porque o Estado brasileiro não é exemplo de combate as drogas, muito menos de atendimento/recuperação eficaz aos dependentes químicos.
