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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Casoy fala merda e conclame "Abaixo a Band!"

Boris Casoy, velhinha carcomida da direita nacional, desfere veneno em mais um infeliz comentário televisivo durante o Jornal da Band (queria saber até quando a Rede Band vai continuar contratando figuras infames, vide José Datena, Neto, e agora Emilio Surita e o seu bando de débeis mentais do Pânico)... 



Vale sempre rememorar o caso em que a velhinha carcomida da direita tristemente fazia comentários classistas e preconceituosos contra nossos sofridos e trabalhadores garis, em meio a comemorações de final de ano.


Sobre esta senhora, vitimada pelo câncer e uma das sócias da infame Daslu, lamento pela família mas não posso deixar de reafirmar que a mesma era uma figura de menor relevância, e que a ação policial mostrou que a loja funcionava de maneira irregular e por isso arcou com todas as consequências legais dos crimes que cometera.

E esta é uma boa oportunidade para novamente conclamar você leitor(a), você que acompanha meu trabalho na rede com as vídeo-aulas, vamos boicotar a Band, e pra ontem! Vejamos alguns dos problemas que caracterizam esta triste rede de televisão:

1. A grade de programação é destinada, vendida, a uma série de programas religiosos de caráter neopentecostal; dá voz, por exemplo, ao odioso pastor Silas Malafaia - ícone do conservadorismo anacrônico brasileiro.

2. Apresenta conteúdo sensacionalista, se utilizando para tanto do uso e abuso da figura do apresentador, pseudo-jornalista, José Luis Datena, que responde, por exemplo, a processos por preconceito contra travestis e contra ateus. Sobre a questão de Datena e os ateus do Brasil vale ressaltar o proselitismo religioso a que se utiliza o apresentador durante seus programas, difamando o ateus como bandidos em potencial.

3. A rede, apesar de nacional, superdimensiona as notícias, fatos, interesses e problemas da capital paulistana; apresentando um Brasil falseado onde tudo giraria em torno da capital paulista. Logo, a rede é bairrista ao extremo.

4. Mantém conteúdo de discutível qualidade e tem sob contrato um sem número de verdadeiros canalhas: Boris Casoy, Emílio Surita e seu Pânico, as bizarras mulheres do programa mulheres ricas ou algo do tipo (irreality show), Rafinha Bastos e seu humor de péssimo gosto, o comentarista esportivo machista e desqualificado Neto (que no máximo foi um bom jogador de futebol)...

Por fim conclamo a todos que bloqueiem de seu televisor a Band (canal 13 em São Paulo, 7 em Belo Horizonte, 19 da Net - por exemplo). Abaixo a Band!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eduardo Costa apresenta duras realidades em coluna do Hoje em Dia

Publicado ontem no jornal mineiro Hoje em Dia o texto do radialista Eduardo Costa, em sua coluna "Chamada Geral" (que dá nome também a programa de rádio aqui na capital mineira), que diz muito sobre o que é a vida e suas agruras do dia-dia, em especial numa sociedade desigual, injusta, desumana como a que vivemos em nosso país.
 
Selecionei trechos (o texto chama O Silêncio Sofrido dos Invisíveis), significativos, da coluna do Eduardo (que tive o prazer de conhecer pessoalmente no início dos anos 2000 no Condomínio Fazenda Solar, em Igarapé, a pouco mais de 60 km de Belo Horizonte) que diz assim:
"Como é que vamos saber do drama de um motorista de ônibus como Antônio Serpa Bonfim, de 38 anos, três filhos, que no dia 11 de setembro estacionou o ônibus, pediu desculpas aos passageiros e correu para o hospital? Ele estava a ponto de estourar. Dias antes, uma criança desequilibrou-se e caiu debaixo do coletivo que conduzia. Tão logo desceu do veículo, e ainda sob o impacto do susto e do alívio por não ter passado por cima do pequeno corpo, teve de ser retirado do local rapidamente porque queriam linchá-lo. Chegou à garagem ainda atordoado, até porque toma três medicamentos para se manter de pé, e ouviu do encarregado: Vá fazer mais quatro viagens! Há ainda a história do cobrador Getúlio do Nascimento Balbino, de 31 anos, que não consegue tratamento para a filha, ouviu de um médico que o filho nasceria sem um dos dedos e teve descontado, no contracheque, todas as passagens que o sistema eletrônico - segundo ele estragado - não registrou em uma viagem. (...)
... aos 18 anos, cursando o terceiro ano do Ensino Médio, com curso de informática, uma moça não consegue o primeiro emprego de jeito nenhum. Um especialista em RH arrisca um palpite: Além de não ser do tipo gostosona, que chama a atenção, ela mora em Ribeirão das Neves, o que não ajuda porque o patrão pensa logo no vale-transporte mais caro e em possíveis atrasos no início do trabalho por conta do transporte coletivo (...)"
Pois é. Esta é dura realidade de milhares de brasileiros e brasileiras, lutando sob condições desfavorabilíssimas pela sobrevivência. Enquanto isso, políticos vendem o país a Fifa para a realização de uma Copa do Mundo de Futebol, ou mesmo desviam milhões de reais dos recursos públicos para fins ilícitos e imorais. 
Um país que tortura, literalmente, o seu povo.
Cadê os direitos humanos?