domingo, 24 de janeiro de 2016
Tancredo - A Travessia (2011)
Ótimo documentário - uma aula de história do Brasil.
Em breve, uma análise do mesmo.
Bom filme!
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
CURSO DE SOCIOLOGIA - Aula 1: Introdução aos Estudos Sociológicos
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
sábado, 4 de julho de 2015
O Catolicismo Medieval tem, hoje, outras "caras"
Finalmente merecidas férias! Depois de um semestre repleto de trabalho (com aulas na rede pública e privada aqui em Atibaia, e em três disciplinas: História, Geografia e Sociologia) é momento de dar aquele "stop", curtir a família, ler, escrever, assistir, aquilo que as tarefas semanais impediram.
O Catolicismo Medieval tem, hoje, outras "caras"
Nas aulas de História Medieval os meus alunos do 7º ano - Fund. II, no Colégio Atibaia, tem sido despertados a desenvolver um olhar crítico sobre os muitos crimes cometidos pelo catolicismo naqueles tempos de Cruzadas, combate às heresias (vide extermínio de albigenses e valdenses), tribunais inquisitórios, torturas, e as relações políticas que Roma mantinha com várias das monarquias europeias medievais, em especial os francos (desde merovíngios, carolíngios e capetíngios).
O mais interessante nisso tudo é observar as reações dos educandos, muitas vezes exaltados diante da violência e da busca pelas coisas materiais empreendidas pela instituição cristã, nitidamente contraditórias ao "espírito do cristianismo", que é a manutenção da paz, a concórdia, a bondade, o sumo bem/o amor. Como, vislumbram os educandos, poderíamos conceber, no mesmo "balaio", Cristo e os papas medievais?
Interessante é trazer para os alunos o debate em torno da intolerância religiosa, dos conflitos levantados em "nome de Deus", e isso não é, definitivamente, exclusivismo do período medieval, infelizmente. Hoje ainda se morre por ser da religião dissonante do meio social a que se está inserido, ou da religião que difere do grupo que comanda a nação (dentro de uma ordem teocrática) - afora os atos preconceituosos, como da menina apedrejada no Rio por se vestir com um traje típico do candomblé, etc. Apesar de estarmos inseridos na ordem global, século XXI, bla-bla-bla...ainda convivemos, cotidianamente, com casos de violência religiosa.
Acredito que o Catolicismo aprendeu com estas e outras experiências, afinal estamos falando de uma instituição milenar, criada e levada adiante por uma série de homens, nas mais diversas circunstâncias. Posso estar enganado, mas hoje senta-se no trono de São Pedro um franciscano que já faz por merecer todo o meu respeito, mais pelas atitudes do que pela posição em si. O Papa Francisco é, no meu entender, o líder religioso a ser ouvido, e ponto. Os demais, e existem muitos dispostos a ser ouvidos/seguidos, não apresentam a dignidade, a simplicidade, a razoabilidade já evidentes no argentino Jorge Bergoglio.
Francisco é a contraposição necessária num país de lideranças religiosas de caráter duvidoso, e com contradições similares àquelas levantadas na história medieval do Catolicismo. Macedo, Malafaia, Soares, e os demais pentecostais parecem acender uma vela para Deus e outra para o diabo: curas, milagres, aconselhamento e apoio espiritual, ao mesmo passo de enriquecimento, poder midiático, proselitismo, intolerância, "bancada evangélica" (buscando aproximação com o poder).
Assim, nos dias vividos, as entidades neopentecostais brasileiras estão mais próximas do Catolicismo medieval do que o próprio Catolicismo, que sob a égide/exemplos de Francisco demonstra distanciar-se de suas históricas contradições.
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Como trabalhar o conceito de "Fundamentalismo"?
Nas minhas aulas de História com os alunos do 7º ano estamos estudando o antigo Império Bizantino, que por séculos (em especial sob governo de Justiniano I) permaneceu como herdeiro direto do que um dia foi o poderoso Império Romano, e que por fim caiu em 1453 nas mãos do sultão turco-otomano Maomé II. O interessante de aulas como esta é que obrigam o professor a vasculhar textos e informações sobre o Oriente, e claro, as relações entre Ocidente e Oriente. Deparei-me então com uma obra que considero didática e fundamental de nossa historiografia, do gaúcho Voltaire Schilling "Ocidente x Islã: uma história do conflito milenar entre dois mundos" (editora L&PM), que traz no capítulo 35 "A política do fundamentalismo".
Segundo Schilling, e compartilho seu pensamento, o conceito de fundamentalismo é "todo e qualquer movimento religioso que tende a interpretar a realidade de hoje através dos olhos de antigos preceitos religiosos e que renega os valores da modernidade".
E aqui a razão do texto - quando falamos em fundamentalismo numa sala de aula logo vem a mente a lembrança, terrível, dos "shahids" (mártires) que tiram a vida em nome do Islã, por exemplo em inúmeros atentados realizados por homens e até crianças (como faz o Boko Haram na Nigéria com meninas bem jovens) tornadas bombas-humanas! O que pouco se dialoga é que o fundamentalismo possui raízes, históricas, com o Cristianismo também e em especial o cristianismo protestante norte-americano.
Os Estados Unidos das primeiras décadas do século passado viu ruir uma "velha e tradicionalista América" e ascender uma América nova, jovem, liberal e consumista. Evidenciada, como exemplos na "American way of life", na indústria automobilística, no rock'roll, na televisão. A consequência disto, diz Voltaire Schilling foi que:
"Os pastores das igrejas batistas, presbiterianas, episcopais e adventistas apontaram seu dedo acusador para o pecado da modernidade. Defendiam, em substituição ao milenarismo (que, apocalíptico, predizia o fim do mundo para breve), o chamado Segundo Advento de Cristo. Cristo estaria em breve entre nós (...) Era preciso retornar aos antigos costumes, aos antigos ensinamentos, apegar-se à Bíblia como a única salvação em um mundo dominado pelo materialismo, pelo ateísmo e pelo descaso com as coisas da fé. Desta forma, Cristo ao retornar, reconheceria a sua obra".Em 1920, um ano depois da criação da WCFA (Associação Mundial dos Cristãos Fundamentalistas), os Estados Unidos aprovaram a conhecida Lei Seca que entendia como crime a venda e consumo de bebidas alcoólicas - mostrando que o tradicionalismo cristão tinha ainda força e apelo em parte da sociedade. Contudo, hoje sabemos o resultado desta política conservadora: alimentou, com dinheiro e violência, o crime organizado (vide a história, muito explorada, de Al Capone e como ele comandava o crime nas ruas de Chicago).
Assim, devemos trabalhar com nossos alunos a noção correta e multifacetada do que é, verdadeiramente, o "fundamentalismo". Ser fundamentalista não é exclusividade de um grupo, de uma religião, nada disso. Ser fundamentalista é muito mais uma atitude, geralmente anacrônica e intolerante, que pode ser encontrada não somente em grupos religiosos mas em ideologias políticas, questões raciais e de gênero, etc.
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
IMPÉRIO BIZANTINO PARTE 2 - JUSTINIANO I
Aos meus alunos do Colégio Atibaia-SP, turma 7º A, este vídeo foi elaborado por mim há alguns anos atrás e será de grande valia para as nossas presentes aulas a respeito do Império Bizantino (330-1453). Bons estudos!
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Um conselho sobre a aprovação mentirosa
Chegamos ao derradeiro mês do ano letivo. Dezembro, hum. "Passei de ano?", "estou de recuperação, mas por quê?", "eu não vou repetir mesmo, o Estado passa todo mundo...", "quantas faltas eu tenho?", "se eu for reprovado em três matérias eu passo de ano?", etc. Não há época do ano em que nós, professores, somos bombardeados com tantas perguntas, e claro, pressões, impressões, e uma única (in)certeza: aprovação. Mas, há um detalhe, ou melhor um conselho.
Você estudante, você que me lê, que pode ter entre 12 até 20, 22 anos, certamente você será aprovado neste ano de 2014. Sim, você chegou ao seu objetivo enquanto estudante. O problema é que esta aprovação mascara, demais, a realidade enquanto apreensão de conhecimentos e habilidades, e ai, muitos meninos(as) estão reprovados.
Você que atingiu a média de aprovação pode não saber, ou até sabe do alto do seu cinismo: você não sabe nada, ou sabe pouco, distante daquilo que o seu professor gostaria de tê-lo ajudado a conquistar, com esforço, dedicação, abrindo mão dos prazeres da idade e da época. Estudar não é gostoso, não é comer pudim. Estudar é trabalho. Envolve método, organização, continuidade, erro, e quando você poderia pensar que já soubesse o suficiente, logo vem a socrática máxima "nada sei".
E assim, ano após ano, aprovamos meninos e meninas de forma a enganá-los. Colocamos em suas bocas, que pouco se calam, placebos cognitivos. Você aluna(o), se sente saciada, feliz. Mas nada comeu, não corre em seus membros energia significativa alguma. Por isso, o conselho: você não sabe nada, não se engane. E a notícia ruim é que isso virá à tona fora da escola, anos depois de passar pelos bancos escolares, quando vem a escola maior, que não apresenta piedade, não respeita diferenças, não aceita brincadeiras e te faz sofrer de verdade - a escola do viver.
No ambiente de trabalho, no escritório, na loja, no trato com os clientes, em muitos bancos universitários sérios, não haverá conselho de classe para salvá-lo da verdade, não haverá segundas e terceiras chances, não há enganação, só a verdade, e a verdade que o mundo oferece é esta: "no mercy" (sem perdão). Comprou, pagou, preto no branco.
E a escola brasileira vem formando e enganando os seus jovens há décadas....e você sorri, com o diploma do ensino médio nas mãos. Pobre diabo.
Mas professor, você está sendo duro. Sim, melhor saber da sua ignorância agora. Quem sabe ainda há tempo para aprender de verdade, de início repensar a sua relação com os livros, a leitura, e tudo aquilo que no Ocidente entendemos por cultura, aquela que não existe no programa da Regina Casé e você não escuta no som barulhento de um adolescente que só quer a atenção que não tivera com a família.
Hoje mesmo, em especial os que foram e são, ou serão, meus alunos nos bancos escolares, comece, realmente, a estudar. De verdade. Sem eu ter que te aprovar, porque eu não quero te aprovar, eu quero mais, eu quero que você aprenda.
Você estudante, você que me lê, que pode ter entre 12 até 20, 22 anos, certamente você será aprovado neste ano de 2014. Sim, você chegou ao seu objetivo enquanto estudante. O problema é que esta aprovação mascara, demais, a realidade enquanto apreensão de conhecimentos e habilidades, e ai, muitos meninos(as) estão reprovados.
Você que atingiu a média de aprovação pode não saber, ou até sabe do alto do seu cinismo: você não sabe nada, ou sabe pouco, distante daquilo que o seu professor gostaria de tê-lo ajudado a conquistar, com esforço, dedicação, abrindo mão dos prazeres da idade e da época. Estudar não é gostoso, não é comer pudim. Estudar é trabalho. Envolve método, organização, continuidade, erro, e quando você poderia pensar que já soubesse o suficiente, logo vem a socrática máxima "nada sei".
E assim, ano após ano, aprovamos meninos e meninas de forma a enganá-los. Colocamos em suas bocas, que pouco se calam, placebos cognitivos. Você aluna(o), se sente saciada, feliz. Mas nada comeu, não corre em seus membros energia significativa alguma. Por isso, o conselho: você não sabe nada, não se engane. E a notícia ruim é que isso virá à tona fora da escola, anos depois de passar pelos bancos escolares, quando vem a escola maior, que não apresenta piedade, não respeita diferenças, não aceita brincadeiras e te faz sofrer de verdade - a escola do viver.
No ambiente de trabalho, no escritório, na loja, no trato com os clientes, em muitos bancos universitários sérios, não haverá conselho de classe para salvá-lo da verdade, não haverá segundas e terceiras chances, não há enganação, só a verdade, e a verdade que o mundo oferece é esta: "no mercy" (sem perdão). Comprou, pagou, preto no branco.
E a escola brasileira vem formando e enganando os seus jovens há décadas....e você sorri, com o diploma do ensino médio nas mãos. Pobre diabo.
Mas professor, você está sendo duro. Sim, melhor saber da sua ignorância agora. Quem sabe ainda há tempo para aprender de verdade, de início repensar a sua relação com os livros, a leitura, e tudo aquilo que no Ocidente entendemos por cultura, aquela que não existe no programa da Regina Casé e você não escuta no som barulhento de um adolescente que só quer a atenção que não tivera com a família.
Hoje mesmo, em especial os que foram e são, ou serão, meus alunos nos bancos escolares, comece, realmente, a estudar. De verdade. Sem eu ter que te aprovar, porque eu não quero te aprovar, eu quero mais, eu quero que você aprenda.
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Aécio Neves é o mal necessário
É conhecida a frase de Lênin na defesa da NEP "é preciso dar um passo atrás, para em seguida dar dois passos adiante", no contexto em que propunha desenvolver o Capitalismo soviético para assim atingir o sonhado Comunismo (aqui presente um certo etapismo, marca do caráter profético presente no marxismo). Mas a conversa aqui é o nosso país, os rumos que poderemos tomar no 2º turno a ser disputado no próximo dia 26 de outubro. E aqui, pasmem, encaixo a frase e a lógica leninistas.
Aécio Neves Presidente é o nosso "passo atrás". Não que isso signifique, como vociferam os lulopetistas, um fracasso ao país, um retorno a tempos de crise, etc. Aécio é a quebra necessária ao regime lulopetista que domina o Estado brasileiro a 12 anos! Não há democracia que resista a um partido governando a tanto tempo assim, e assim a única opção viável a manutenção da democracia acaba sendo apertar 45 na urna eletrônica.
Muitos questionam, como pode um cara como eu, professor no estado de Minas Gerais por 7 anos, que realmente sentiu na pele a tecnocracia dos governos Aécio-Anastasia, agora declarar voto ao candidato tucano? Seria uma espécie de síndrome de Estocolmo? Não, não. Já disse via facebook, e agora reitero, o voto em Aécio é um voto pragmático, desapaixonado, pensando no que seria o menos ruim para o Brasil: aceitar a continuidade do regime lulopetista por mais 4 anos e dar crédito ao péssimo governo Dilma, ou aceitar o "passo atrás" tucano e provocar a necessária enxugada do Estado brasileiro, que sofre de obesidade mórbida, engordurado pela sujeira da corrupção e do toma-lá-dá-cá promíscuo com sua base "aliada" (espero que Aécio, como Presidente, me surpreenda e jogue o PMDB na oposição).
Se o mineiro, nos 4 anos que tiver, mostrar ineficiência, aprofundar o caos econômico que vivemos, ou cometer erros que foram cometidos não só pelo regime lulopetista mas pelos anos FHC, em 2018 lhe responderemos com um basta nas urnas, e em meio a este processo passaria o PT por uma necessária refundação, reestruturação, e autocrítica, fazendo bem ao país e a própria esquerda nacional. O PT necessitar distanciar-se do lulismo, radicalizar e junto ao povo promover a verdadeira governabilidade (e não promovendo conchavos com Collor, Sarney, Maluf, etc), o que, apesar da tão defendida opção pelos pobres em 12 anos fizeram muito pouco comparado ao que prometiam quando chegaram pela primeira vez ao poder com Lula nos idos de 2002.
Vale aqui também relembrar alguns colegas educadores, em especial os mineiros:
- os problemas da educação mineira não são um fenômeno partidário, nem regional.
- governos como o do falecido Presidente Itamar Franco (PMDB, aliado maior da candidatura Dilma) chegaram a atrasar meses de pagamento dos servidores públicos, inclusive da educação. Outros governos, como do ex-governador Newton Cardoso, também do PMDB, lidavam com as greves dos educadores de forma debochada e violenta.
- a educação brasileira, pela LDB 9394/1996, no seu ensino básico, estrutura-se nas esferas municipal (ed. infantil e fundamental) e estadual (médio e profissionalizante), cabendo ao governo federal uma atuação muito tímida (mais vinculada ao ensino superior, em especial). Assim, seja Dilma ou Aécio, falar em revolucionar a educação sem tocar na LDB é pura demagogia eleitoral. Nós professores não podemos cair nesse papo dos candidatos.
- o culpado pela situação de penúria da educação brasileira não é o governo, mas você ai. É a sociedade brasileira que não entende a educação como valor, é o aluno que aceita numa boa a progressão continuada, são os pais que transformaram a educação básica em creche porque são incapazes de educar os filhos. Quem corrói a escola pública, joga no lixo a educação nacional, dá carta branca para que os políticos tratem a educação da maneira que temos visto - como algo menor. É, por exemplo, acreditar que o ensino médio brasileiro será solucionado através de reformas curriculares! Que piada.
Na minha visão os brasileiros deveriam ter amadurecido e optado por outras candidaturas, rompendo com esta polarização besta entre tucanos e petistas (que na essência são filhotinhos mau-amados da Ditadura Militar e da Social-Democracia à europeia, que afundou a Europa como potência global via Welfare State/uma palavra mais chique e elaborada para o bolsismo que o PT pratica a mais de uma década). Luciana Genro, Marina Silva, Eduardo Jorge, teriam sido caminhos mais dignos e melhores para o país. Agora, resta votar em Aécio "na moral" (como diz o professor de Ética da USP Clóvis de Barros Filho) e pelo bem do Brasil assistir ao desmonte das raízes nefastas que o PT plantou no Estado brasileiro. Caso contrário, nos preparemos para assistir a "venezuelização brasileira".
Aécio Neves Presidente é o nosso "passo atrás". Não que isso signifique, como vociferam os lulopetistas, um fracasso ao país, um retorno a tempos de crise, etc. Aécio é a quebra necessária ao regime lulopetista que domina o Estado brasileiro a 12 anos! Não há democracia que resista a um partido governando a tanto tempo assim, e assim a única opção viável a manutenção da democracia acaba sendo apertar 45 na urna eletrônica.
Muitos questionam, como pode um cara como eu, professor no estado de Minas Gerais por 7 anos, que realmente sentiu na pele a tecnocracia dos governos Aécio-Anastasia, agora declarar voto ao candidato tucano? Seria uma espécie de síndrome de Estocolmo? Não, não. Já disse via facebook, e agora reitero, o voto em Aécio é um voto pragmático, desapaixonado, pensando no que seria o menos ruim para o Brasil: aceitar a continuidade do regime lulopetista por mais 4 anos e dar crédito ao péssimo governo Dilma, ou aceitar o "passo atrás" tucano e provocar a necessária enxugada do Estado brasileiro, que sofre de obesidade mórbida, engordurado pela sujeira da corrupção e do toma-lá-dá-cá promíscuo com sua base "aliada" (espero que Aécio, como Presidente, me surpreenda e jogue o PMDB na oposição).
Se o mineiro, nos 4 anos que tiver, mostrar ineficiência, aprofundar o caos econômico que vivemos, ou cometer erros que foram cometidos não só pelo regime lulopetista mas pelos anos FHC, em 2018 lhe responderemos com um basta nas urnas, e em meio a este processo passaria o PT por uma necessária refundação, reestruturação, e autocrítica, fazendo bem ao país e a própria esquerda nacional. O PT necessitar distanciar-se do lulismo, radicalizar e junto ao povo promover a verdadeira governabilidade (e não promovendo conchavos com Collor, Sarney, Maluf, etc), o que, apesar da tão defendida opção pelos pobres em 12 anos fizeram muito pouco comparado ao que prometiam quando chegaram pela primeira vez ao poder com Lula nos idos de 2002.
Vale aqui também relembrar alguns colegas educadores, em especial os mineiros:
- os problemas da educação mineira não são um fenômeno partidário, nem regional.
- governos como o do falecido Presidente Itamar Franco (PMDB, aliado maior da candidatura Dilma) chegaram a atrasar meses de pagamento dos servidores públicos, inclusive da educação. Outros governos, como do ex-governador Newton Cardoso, também do PMDB, lidavam com as greves dos educadores de forma debochada e violenta.
- a educação brasileira, pela LDB 9394/1996, no seu ensino básico, estrutura-se nas esferas municipal (ed. infantil e fundamental) e estadual (médio e profissionalizante), cabendo ao governo federal uma atuação muito tímida (mais vinculada ao ensino superior, em especial). Assim, seja Dilma ou Aécio, falar em revolucionar a educação sem tocar na LDB é pura demagogia eleitoral. Nós professores não podemos cair nesse papo dos candidatos.
- o culpado pela situação de penúria da educação brasileira não é o governo, mas você ai. É a sociedade brasileira que não entende a educação como valor, é o aluno que aceita numa boa a progressão continuada, são os pais que transformaram a educação básica em creche porque são incapazes de educar os filhos. Quem corrói a escola pública, joga no lixo a educação nacional, dá carta branca para que os políticos tratem a educação da maneira que temos visto - como algo menor. É, por exemplo, acreditar que o ensino médio brasileiro será solucionado através de reformas curriculares! Que piada.
Na minha visão os brasileiros deveriam ter amadurecido e optado por outras candidaturas, rompendo com esta polarização besta entre tucanos e petistas (que na essência são filhotinhos mau-amados da Ditadura Militar e da Social-Democracia à europeia, que afundou a Europa como potência global via Welfare State/uma palavra mais chique e elaborada para o bolsismo que o PT pratica a mais de uma década). Luciana Genro, Marina Silva, Eduardo Jorge, teriam sido caminhos mais dignos e melhores para o país. Agora, resta votar em Aécio "na moral" (como diz o professor de Ética da USP Clóvis de Barros Filho) e pelo bem do Brasil assistir ao desmonte das raízes nefastas que o PT plantou no Estado brasileiro. Caso contrário, nos preparemos para assistir a "venezuelização brasileira".
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
O que estamos fazendo de nós mesmos? Uma perspectiva sobre ética e nossa...
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
sábado, 5 de julho de 2014
"As vezes" um viaduto cai....
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Tragédia,
Viaduto de BH
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
A filha de uma pedinte
Dias atrás estava, tranquilo, nas imediações da nova rodoviária de Campinas, à espera de um ônibus que me trouxesse para casa, aqui em Atibaia-SP. Após um almoço leve numa loja da rede "Subway", sentei-me próximo a lanchonete e estava arrumando alguns documentos quando, de repente, fui surpreendido por uma jovem grávida que segurava na mão direita uma menininha, de nome Talia, que devia ter entre seus 3 a 4 aninhos de idade.
A jovem inicialmente mendigou, pediu dinheiro, o que de pronto e objetivamente recusei. Insistente, a jovem me olhou nos olhos, com vergonha e certa melancolia, e disse: "moço, então paga alguma coisa pra minha filha comer"...
Se tem uma coisa que me deixa um pouco transtornado é ver crianças sofrendo, doentes, abusadas e violentadas, lances do tipo que a toda hora a gente se depara na televisão e nas ruas deste país pobre e desigual, muito desigual. Depois que a minha Catarina nasceu, hoje com pouco mais de 8 meses de vida, este meu transtorno e repulsa pelo sofrimento dos pequeninos multiplicou-se aos milhares. Essencialmente, idealmente, criança não poderia sofrer - contudo, sei que a realidade da vida humana é diferente!
Olhei pro lado, pouco dinheiro disponível, mas daria para comprar um bom sanduíche do dia na mesma lanchonete (em torno de R$ 7,90); e assim respondi a jovem "mãe, pode ir ali e comprar um sanduíche (apontando qual) daquele pra criança", e ela, com mais vergonha, dizia "mas moço, eu não sei pedir estas coisas não (porque o sanduíche é montado).
Me levantei, enfrentei novamente a fila de clientes, para espanto dos que estavam próximos de mim nas demais mesas, e após a espera montei um bom sanduíche pra pequena Talia, que comeu de imediato ao receber o pouco, mas era o que eu poderia fazer ali naquela circunstância.
Chamei a mãe, inclinei-me próximo da criança e perguntei seu nome, ela disse "Talia"....se não me engano nome de uma atriz mexicana destas novelas que vez ou outra o SBT passa pela centésima vez. E assim, comendo o sanduíche de mãos dadas a sua mãe, elas foram embora e ao retornar pra minha mesa veio a imagem da minha filhinha na mente, e eu chorei.
Pensei em Jesus quando diz no Evangelho de Mateus 25: 35-40
"Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar? Então o Rei lhes responderá: Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizerem isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que fizeram".
Voltei pra casa pensando na sorte e no infortúnio de milhões de criancinhas do Brasil, entregues a miséria, a desnutrição, a falta de oportunidades ou mesmo de amor e calor familiar. Pensei na pequena Talia, na minha Catarina, certo de que o Espírito Santo de Deus tomara posse do meu agir, retirando o egoísmo que há no meu ser, fazendo o bem, por menor que seja, ao próximo, de maneira a repetir, minimamente, a caminhada do nosso Senhor.
A jovem inicialmente mendigou, pediu dinheiro, o que de pronto e objetivamente recusei. Insistente, a jovem me olhou nos olhos, com vergonha e certa melancolia, e disse: "moço, então paga alguma coisa pra minha filha comer"...
Se tem uma coisa que me deixa um pouco transtornado é ver crianças sofrendo, doentes, abusadas e violentadas, lances do tipo que a toda hora a gente se depara na televisão e nas ruas deste país pobre e desigual, muito desigual. Depois que a minha Catarina nasceu, hoje com pouco mais de 8 meses de vida, este meu transtorno e repulsa pelo sofrimento dos pequeninos multiplicou-se aos milhares. Essencialmente, idealmente, criança não poderia sofrer - contudo, sei que a realidade da vida humana é diferente!
Olhei pro lado, pouco dinheiro disponível, mas daria para comprar um bom sanduíche do dia na mesma lanchonete (em torno de R$ 7,90); e assim respondi a jovem "mãe, pode ir ali e comprar um sanduíche (apontando qual) daquele pra criança", e ela, com mais vergonha, dizia "mas moço, eu não sei pedir estas coisas não (porque o sanduíche é montado).
Me levantei, enfrentei novamente a fila de clientes, para espanto dos que estavam próximos de mim nas demais mesas, e após a espera montei um bom sanduíche pra pequena Talia, que comeu de imediato ao receber o pouco, mas era o que eu poderia fazer ali naquela circunstância.
Chamei a mãe, inclinei-me próximo da criança e perguntei seu nome, ela disse "Talia"....se não me engano nome de uma atriz mexicana destas novelas que vez ou outra o SBT passa pela centésima vez. E assim, comendo o sanduíche de mãos dadas a sua mãe, elas foram embora e ao retornar pra minha mesa veio a imagem da minha filhinha na mente, e eu chorei.
Pensei em Jesus quando diz no Evangelho de Mateus 25: 35-40
"Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar? Então o Rei lhes responderá: Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizerem isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que fizeram".
Voltei pra casa pensando na sorte e no infortúnio de milhões de criancinhas do Brasil, entregues a miséria, a desnutrição, a falta de oportunidades ou mesmo de amor e calor familiar. Pensei na pequena Talia, na minha Catarina, certo de que o Espírito Santo de Deus tomara posse do meu agir, retirando o egoísmo que há no meu ser, fazendo o bem, por menor que seja, ao próximo, de maneira a repetir, minimamente, a caminhada do nosso Senhor.
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
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