quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
O Riso e a Subversão
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
terça-feira, 14 de janeiro de 2020
Curitiba: aprender é sair nas ruas.
Por cerca de quatro dias permaneci na capital paranaense. É de conhecimento quase comum afirmar que a cidade de Curitiba (antiga Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, séc. XVII - e os pinheiros/araucárias são parte constante e viva de sua paisagem, daí o nome de origem guarani quanto a grande quantidade de pinheiros) preza pelo seu vanguardismo, modernidade. Cidade "modelo", símbolo de organização, racionalidade, asseio.
Não é incomum o meu ceticismo. E habituado com a vida aqui do Sudeste e de suas metrópoles e mazelas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte em especial), o meu olhar perante a cidade modelo dos paranaenses à todo instante buscava realizar conexões e desconexões com as três capitais aqui elencadas. E a conclusão reforça o olhar comum: cidade bela, arborizada, organizada, limpa.
Mas, há nuances que eu só pude observar in loco:
- uma juventude de personalidade, e não foram poucos àqueles que na aparência já transpiravam transgressão, em especial nas múltiplas/conjuntas cores de cabelos e até barbas.
- uma miscigenação intensa, marcada pelos múltiplos encontros de portenhos, japoneses, ucranianos, italianos, poloneses, alemães, gáuchos, paulistas e nordestinos.
- o design e o urbanismo, reforçando o sentido de estar dentro de uma cidade planejada/pensada.
Foi uma ótima experiência, reforçando que viajar é, verdadeiramente, uma estratégia de aprendizado vivo. O intelectual de gabinete pode até apresentar análises bem fundamentadas, mas reunir estas capacidades com a experiência sensível, estar entre as pessoas, lugares, paisagens, enriquece, exponencialmente, aquilo que os filósofos alemães denominam "Weltanschauung": a visão de mundo.
Ler é essencial, escrever também. Porém, ao preparar sua bagagem, sair da rotina e da casa, portanto viajar, apreende-se um novo vocabulário, assim podemos dizer. Vocabulário que aglomera pessoas, culturas, espaços, histórias, idiossincrasias, sabores, cheiros, observações.
Estes dias no Paraná, que não foram assim tão planejados, acabaram sendo momentos de real aprendizagem. E não só deixo a dica para os que me lêem para conhecer a cidade, como mais que nunca enquanto educador fica a certeza de que não há conhecimento real sem botar os pés nas ruas.
Não é incomum o meu ceticismo. E habituado com a vida aqui do Sudeste e de suas metrópoles e mazelas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte em especial), o meu olhar perante a cidade modelo dos paranaenses à todo instante buscava realizar conexões e desconexões com as três capitais aqui elencadas. E a conclusão reforça o olhar comum: cidade bela, arborizada, organizada, limpa.
Mas, há nuances que eu só pude observar in loco:
- uma juventude de personalidade, e não foram poucos àqueles que na aparência já transpiravam transgressão, em especial nas múltiplas/conjuntas cores de cabelos e até barbas.
- uma miscigenação intensa, marcada pelos múltiplos encontros de portenhos, japoneses, ucranianos, italianos, poloneses, alemães, gáuchos, paulistas e nordestinos.
- o design e o urbanismo, reforçando o sentido de estar dentro de uma cidade planejada/pensada.
Foi uma ótima experiência, reforçando que viajar é, verdadeiramente, uma estratégia de aprendizado vivo. O intelectual de gabinete pode até apresentar análises bem fundamentadas, mas reunir estas capacidades com a experiência sensível, estar entre as pessoas, lugares, paisagens, enriquece, exponencialmente, aquilo que os filósofos alemães denominam "Weltanschauung": a visão de mundo.
Ler é essencial, escrever também. Porém, ao preparar sua bagagem, sair da rotina e da casa, portanto viajar, apreende-se um novo vocabulário, assim podemos dizer. Vocabulário que aglomera pessoas, culturas, espaços, histórias, idiossincrasias, sabores, cheiros, observações.
tradicional barreado
Estes dias no Paraná, que não foram assim tão planejados, acabaram sendo momentos de real aprendizagem. E não só deixo a dica para os que me lêem para conhecer a cidade, como mais que nunca enquanto educador fica a certeza de que não há conhecimento real sem botar os pés nas ruas.
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
Pensadores Sociais: Gilberto Freyre
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
Religião, segundo Durkheim, Marx e Weber
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
terça-feira, 5 de março de 2019
Bagagem Cultural: o que o professor indica?
Marcadores:
Dicas Culturais,
Filmes,
Livros
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
domingo, 3 de setembro de 2017
O professor está nu!
Ainda não "apreciei" por completo a resolução imposta pelo CEE-SP quanto aos procedimentos de avaliação dos nossos educandos, agora amparados legalmente para questionar toda e qualquer avaliação realizada pelo trabalho docente.
É mais do mesmo: burocratizar o trabalho nas escolas, dos educadores, tornando o "avaliar" um ato tão complexo, agora sob livre apreciação dos alunos, que o efeito natural disso tudo não será outra coisa senão a contra-avaliação, ou simplesmente o não-avaliar (ato de resistência imediato e simplista). Quem se dará o risco de ter que encarar um processo burocrático, envolvendo até as diretorias de ensino do estado, por um exercício avaliativo, uma prova, uma lição de casa, etc?
Lembrando que as condições de trabalho docente são as piores possíveis, a remuneração está defasada (no estado de São Paulo já vamos para 4 anos sem reajuste salarial algum), afora a violência escolar que tem sido uma sombra terrível dentro do ambiente de trabalho, a progressão continuada que na prática escolar tem sido aprovação automática; agora, a desconfiança recai, abertamente, sobre a avaliação do professor, que está sendo desnudado pelos membros do conselho estadual de educação de São Paulo.
O princípio disso tudo é duplamente cruel: retira a autoridade pedagógica do educador, sob uma falsa aura democrática, e força uma situação que dificilmente qualquer educador segurará uma possibilidade de retenção escolar. Menos trabalhoso "liberar geral"....e servir de bucha para uma engrenagem (sistema educacional dos estados brasileiros, uma das coisas mais contraproducentes do mundo) que coloca no mercado de trabalho uma massa de jovens totalmente despreparados para a construção de um futuro digno, condenando os filhos(as) das periferias à marginalidade ou ao subemprego.
Os professores tem que despertar para a luta política que terá que ser enfrentada, caso contrário seremos esmagados por setores privilegiados, de base liberal, que não querem assumir a educação como política pública, destruindo-a até ao ponto de atingirem o sonho de privatizar ou terceirizar o ensino dos jovens deste país.
O CEE-SP é inimigo da escola pública, e é inimigo dos professores sobretudo.
É mais do mesmo: burocratizar o trabalho nas escolas, dos educadores, tornando o "avaliar" um ato tão complexo, agora sob livre apreciação dos alunos, que o efeito natural disso tudo não será outra coisa senão a contra-avaliação, ou simplesmente o não-avaliar (ato de resistência imediato e simplista). Quem se dará o risco de ter que encarar um processo burocrático, envolvendo até as diretorias de ensino do estado, por um exercício avaliativo, uma prova, uma lição de casa, etc?
Lembrando que as condições de trabalho docente são as piores possíveis, a remuneração está defasada (no estado de São Paulo já vamos para 4 anos sem reajuste salarial algum), afora a violência escolar que tem sido uma sombra terrível dentro do ambiente de trabalho, a progressão continuada que na prática escolar tem sido aprovação automática; agora, a desconfiança recai, abertamente, sobre a avaliação do professor, que está sendo desnudado pelos membros do conselho estadual de educação de São Paulo.
O princípio disso tudo é duplamente cruel: retira a autoridade pedagógica do educador, sob uma falsa aura democrática, e força uma situação que dificilmente qualquer educador segurará uma possibilidade de retenção escolar. Menos trabalhoso "liberar geral"....e servir de bucha para uma engrenagem (sistema educacional dos estados brasileiros, uma das coisas mais contraproducentes do mundo) que coloca no mercado de trabalho uma massa de jovens totalmente despreparados para a construção de um futuro digno, condenando os filhos(as) das periferias à marginalidade ou ao subemprego.
Os professores tem que despertar para a luta política que terá que ser enfrentada, caso contrário seremos esmagados por setores privilegiados, de base liberal, que não querem assumir a educação como política pública, destruindo-a até ao ponto de atingirem o sonho de privatizar ou terceirizar o ensino dos jovens deste país.
O CEE-SP é inimigo da escola pública, e é inimigo dos professores sobretudo.
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
sábado, 10 de setembro de 2016
Curso de Sociologia, Aula 7: Sociedade e Estratificação Social
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
terça-feira, 26 de julho de 2016
CURSO DE SOCIOLOGIA, Aula 6: As Instituições Sociais
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
domingo, 10 de julho de 2016
É possível uma escola (ensino) sem partido?
A partir da participação do colega historiador Leandro Karnal no último "Roda Viva", exibido em 04/07/2016, foi elencado um debate sobre a possibilidade ou impossibilidade de uma "Escola sem Partido", projeto que eu particularmente desconheço. Karnal posicionou-se extremamente contrário ao projeto, desafiando todos nós a apresentarmos uma aula, especialmente uma aula de História (que no particular é o meu ganha-pão) onde não estivesse presente algum componente político.
O filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., conhecido youtuber, rechaçou a argumentação de Karnal rememorando os exemplos culturalistas, especialmente os franceses da revista Annales, e até mesmo quando do trato com a história da ciência, etc.
Esta é uma questão polêmica. Toda aula de história tem algum componente político?
Corremos um sério risco, reduzindo a ciência histórica como parte de um fenômeno, seja político, cultural, narrativo.
Entendo que para desnudarmos adequadamente a questão devemos lembrar, sempre, onde afinal acontecem as aulas de História. Claro, no ambiente escolar. E sob duas características preponderantes: na modalidade da educação básica, e em escolas da rede pública de ensino.
E aqui está, no meu entendimento, a chave do "castelo" para responder se é possível ou não uma "escola sem partido" - ensinamos, eu, praticamente todos os professores brasileiros (mesmo que em algum momento da carreira docente) numa escola pública, que dados indicam reunir mais de 80% dos estudantes do país.
A escola pública é, essencialmente, parte componente do Estado, enquanto instituição, seja em níveis municipal, estadual ou federal. E se é parte do Estado, se mantém vínculos estruturais e institucionais com aquilo que politicamente definimos como Estado, logo, ela é parte do "poder".
E por esta qualidade, intrínseca ao Estado, a escola pode até pretender ser "sem partido", mas ela concretamente não o será, porque a educação não ocorre fora de uma estrutura social, ampla, e enraizada no poder, nas instituições.
A discussão vem à luz, nos dias que vivemos no Brasil, em face a uma espécie de luta contra a esquerda, que estaria se utilizando da cultura, e aqui inserida a escola, para doutrinar gerações de modo a perpetuar grupos no poder (vide os anos Lula-Dilma). E assim, se justificaria uma vigilância ou reorientação ideológica nas escolas, de maneira a torná-la sem partido. Mas, como isso é possível se a escola é ligada ao MEC, às secretarias de municípios e estados, recebe investimentos internacionais como do Bird, é organizada segundo interesses e visões de partidos e grupos de intelectuais ligados a partidos, que sustentam programas de governos de prefeitos, governadores, etc.
Caso a educação fosse um componente pessoal, do núcleo familiar preparando os seus jovens, talvez poderíamos pensar numa escola apolítica. Porém, a escola é serviço social, organizada numa rede, num sistema, que foram estruturados muito mais por burocratas do que por educadores. E aqui, como descartar a existência do componente político, mesmo se em sala de aula você está ensinando os hábitos culturais dos povos ameríndios pré-colombianos? Quem definiu que você deve ensinar isso? E quando? E por quanto tempo? E que informações passar? Como avaliar se os alunos aprenderam? Quais os sentidos de se aprender isso, para a realidade vivida pelos seus alunos?
Mesmo com toda a abordagem culturalista, marcante na historiografia das últimas décadas, o ensino é uma prática, sine qua non, política.
O filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., conhecido youtuber, rechaçou a argumentação de Karnal rememorando os exemplos culturalistas, especialmente os franceses da revista Annales, e até mesmo quando do trato com a história da ciência, etc.
Esta é uma questão polêmica. Toda aula de história tem algum componente político?
Corremos um sério risco, reduzindo a ciência histórica como parte de um fenômeno, seja político, cultural, narrativo.
Entendo que para desnudarmos adequadamente a questão devemos lembrar, sempre, onde afinal acontecem as aulas de História. Claro, no ambiente escolar. E sob duas características preponderantes: na modalidade da educação básica, e em escolas da rede pública de ensino.
E aqui está, no meu entendimento, a chave do "castelo" para responder se é possível ou não uma "escola sem partido" - ensinamos, eu, praticamente todos os professores brasileiros (mesmo que em algum momento da carreira docente) numa escola pública, que dados indicam reunir mais de 80% dos estudantes do país.
A escola pública é, essencialmente, parte componente do Estado, enquanto instituição, seja em níveis municipal, estadual ou federal. E se é parte do Estado, se mantém vínculos estruturais e institucionais com aquilo que politicamente definimos como Estado, logo, ela é parte do "poder".
E por esta qualidade, intrínseca ao Estado, a escola pode até pretender ser "sem partido", mas ela concretamente não o será, porque a educação não ocorre fora de uma estrutura social, ampla, e enraizada no poder, nas instituições.
A discussão vem à luz, nos dias que vivemos no Brasil, em face a uma espécie de luta contra a esquerda, que estaria se utilizando da cultura, e aqui inserida a escola, para doutrinar gerações de modo a perpetuar grupos no poder (vide os anos Lula-Dilma). E assim, se justificaria uma vigilância ou reorientação ideológica nas escolas, de maneira a torná-la sem partido. Mas, como isso é possível se a escola é ligada ao MEC, às secretarias de municípios e estados, recebe investimentos internacionais como do Bird, é organizada segundo interesses e visões de partidos e grupos de intelectuais ligados a partidos, que sustentam programas de governos de prefeitos, governadores, etc.
Caso a educação fosse um componente pessoal, do núcleo familiar preparando os seus jovens, talvez poderíamos pensar numa escola apolítica. Porém, a escola é serviço social, organizada numa rede, num sistema, que foram estruturados muito mais por burocratas do que por educadores. E aqui, como descartar a existência do componente político, mesmo se em sala de aula você está ensinando os hábitos culturais dos povos ameríndios pré-colombianos? Quem definiu que você deve ensinar isso? E quando? E por quanto tempo? E que informações passar? Como avaliar se os alunos aprenderam? Quais os sentidos de se aprender isso, para a realidade vivida pelos seus alunos?
Mesmo com toda a abordagem culturalista, marcante na historiografia das últimas décadas, o ensino é uma prática, sine qua non, política.
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
terça-feira, 31 de maio de 2016
CURSO DE SOCIOLOGIA, Aula 5: Status e Papéis Sociais
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
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