sábado, 5 de julho de 2014
"As vezes" um viaduto cai....
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
A filha de uma pedinte
Dias atrás estava, tranquilo, nas imediações da nova rodoviária de Campinas, à espera de um ônibus que me trouxesse para casa, aqui em Atibaia-SP. Após um almoço leve numa loja da rede "Subway", sentei-me próximo a lanchonete e estava arrumando alguns documentos quando, de repente, fui surpreendido por uma jovem grávida que segurava na mão direita uma menininha, de nome Talia, que devia ter entre seus 3 a 4 aninhos de idade.
A jovem inicialmente mendigou, pediu dinheiro, o que de pronto e objetivamente recusei. Insistente, a jovem me olhou nos olhos, com vergonha e certa melancolia, e disse: "moço, então paga alguma coisa pra minha filha comer"...
Se tem uma coisa que me deixa um pouco transtornado é ver crianças sofrendo, doentes, abusadas e violentadas, lances do tipo que a toda hora a gente se depara na televisão e nas ruas deste país pobre e desigual, muito desigual. Depois que a minha Catarina nasceu, hoje com pouco mais de 8 meses de vida, este meu transtorno e repulsa pelo sofrimento dos pequeninos multiplicou-se aos milhares. Essencialmente, idealmente, criança não poderia sofrer - contudo, sei que a realidade da vida humana é diferente!
Olhei pro lado, pouco dinheiro disponível, mas daria para comprar um bom sanduíche do dia na mesma lanchonete (em torno de R$ 7,90); e assim respondi a jovem "mãe, pode ir ali e comprar um sanduíche (apontando qual) daquele pra criança", e ela, com mais vergonha, dizia "mas moço, eu não sei pedir estas coisas não (porque o sanduíche é montado).
Me levantei, enfrentei novamente a fila de clientes, para espanto dos que estavam próximos de mim nas demais mesas, e após a espera montei um bom sanduíche pra pequena Talia, que comeu de imediato ao receber o pouco, mas era o que eu poderia fazer ali naquela circunstância.
Chamei a mãe, inclinei-me próximo da criança e perguntei seu nome, ela disse "Talia"....se não me engano nome de uma atriz mexicana destas novelas que vez ou outra o SBT passa pela centésima vez. E assim, comendo o sanduíche de mãos dadas a sua mãe, elas foram embora e ao retornar pra minha mesa veio a imagem da minha filhinha na mente, e eu chorei.
Pensei em Jesus quando diz no Evangelho de Mateus 25: 35-40
"Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar? Então o Rei lhes responderá: Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizerem isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que fizeram".
Voltei pra casa pensando na sorte e no infortúnio de milhões de criancinhas do Brasil, entregues a miséria, a desnutrição, a falta de oportunidades ou mesmo de amor e calor familiar. Pensei na pequena Talia, na minha Catarina, certo de que o Espírito Santo de Deus tomara posse do meu agir, retirando o egoísmo que há no meu ser, fazendo o bem, por menor que seja, ao próximo, de maneira a repetir, minimamente, a caminhada do nosso Senhor.
A jovem inicialmente mendigou, pediu dinheiro, o que de pronto e objetivamente recusei. Insistente, a jovem me olhou nos olhos, com vergonha e certa melancolia, e disse: "moço, então paga alguma coisa pra minha filha comer"...
Se tem uma coisa que me deixa um pouco transtornado é ver crianças sofrendo, doentes, abusadas e violentadas, lances do tipo que a toda hora a gente se depara na televisão e nas ruas deste país pobre e desigual, muito desigual. Depois que a minha Catarina nasceu, hoje com pouco mais de 8 meses de vida, este meu transtorno e repulsa pelo sofrimento dos pequeninos multiplicou-se aos milhares. Essencialmente, idealmente, criança não poderia sofrer - contudo, sei que a realidade da vida humana é diferente!
Olhei pro lado, pouco dinheiro disponível, mas daria para comprar um bom sanduíche do dia na mesma lanchonete (em torno de R$ 7,90); e assim respondi a jovem "mãe, pode ir ali e comprar um sanduíche (apontando qual) daquele pra criança", e ela, com mais vergonha, dizia "mas moço, eu não sei pedir estas coisas não (porque o sanduíche é montado).
Me levantei, enfrentei novamente a fila de clientes, para espanto dos que estavam próximos de mim nas demais mesas, e após a espera montei um bom sanduíche pra pequena Talia, que comeu de imediato ao receber o pouco, mas era o que eu poderia fazer ali naquela circunstância.
Chamei a mãe, inclinei-me próximo da criança e perguntei seu nome, ela disse "Talia"....se não me engano nome de uma atriz mexicana destas novelas que vez ou outra o SBT passa pela centésima vez. E assim, comendo o sanduíche de mãos dadas a sua mãe, elas foram embora e ao retornar pra minha mesa veio a imagem da minha filhinha na mente, e eu chorei.
Pensei em Jesus quando diz no Evangelho de Mateus 25: 35-40
"Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar? Então o Rei lhes responderá: Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizerem isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que fizeram".
Voltei pra casa pensando na sorte e no infortúnio de milhões de criancinhas do Brasil, entregues a miséria, a desnutrição, a falta de oportunidades ou mesmo de amor e calor familiar. Pensei na pequena Talia, na minha Catarina, certo de que o Espírito Santo de Deus tomara posse do meu agir, retirando o egoísmo que há no meu ser, fazendo o bem, por menor que seja, ao próximo, de maneira a repetir, minimamente, a caminhada do nosso Senhor.
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Pastor Caio Fabio: Entrevista sem cortes
Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
Atuou em projetos de pesquisa, na prefeitura (Centro de Referência Áudio-Visual)de Belo Horizonte sob coordenação da historiadora dra. Heloisa Greco/UFMG; além disso é um dos organizadores do acervo Carmela Pezzuti.
Como educador atuou na rede pública de ensino mineira desde 2004, quando ainda era universitário. Tivera experiências na escola da comunidade judaica de BH, e por mais de um ano fora professor-monitor do curso de História do UNIBH nas disciplinas História Medieval e Brasil República I. Desde 2014 é professor efetivo do Estado de São Paulo, e desde janeiro de 2015 tornou-se professor da educação básica do Colégio Atibaia, parceiro do Sistema Etapa de Ensino.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Vitória à seleção, derrota ao regime petista
Hoje dar-se-á o pontapé inicial para a Copa do Mundo de Futebol em terras brasileiras, depois de 64 anos, e o que esperar do torneio, dentro e fora de campo?
Posso aqui estar assumindo uma atitude "profética", mas acredito que muitos problemas serão escancarados e outros tantos serão escondidos por alguns anos, até que a "mestra da vida", a História, nos deixe à par de uma série de absurdos cometidos pelo Estado brasileiro durante a organização e ocorrência do evento.
Rios de dinheiro público foram, são e serão desperdiçados em nome do evento, e os problemas nacionais, já que os olhares do mundo se voltam a partir de hoje para o país, ficarão flagrantes, latentes, com muita mobilização popular e política, nas ruas e nos gabinetes, até porque estamos em ano eleitoral, e sejamos vitoriosos em campo ou não os votos de outubro dialogam com tudo o que ocorre e ocorrerá nos gramados, estádios e cidades.
A Presidente Dilma está enfraquecida, em regiões privilegiadas do país, como o sul e o sudeste, a rejeição ao seu governo, ao seu estilo, ao seu partido em muitos casos, já é um sinal mais do que amarelo para suas intenções de mais quatro anos no Palácio do Planalto; se vier a derrota do time de Felipão, hum, viveremos um clima de negativismo que pode contaminar o processo político.
Médici, o general Presidente entre 1969-1974, tivera a sorte de contar com um dos maiores times de futebol de todos os tempos, com Pelé, Tostão, Rivelino, Gérson, Jairzinho, etc. Dilma tem Neymar, mais nada. E isso pesa, pode crer que sim. O time de Felipão, querendo ou não o treinador, entra em campo para mais do que jogar futebol e conquistar um trófeu mundialmente cobiçado para o nosso futebol, mas também para recuperar um pouco do otimismo popular que é benéfico para um grupo político que deseja se manter no poder.
Dias atrás Dilma deu as caras em horário nobre da tv, e claro, já querendo colar a sua imagem à equipe brasileira que entrará em campo na Arena Corinthians (um dos filhotes do evento, com dinheiro público e não dos torcedores do clube) para enfrentar os croatas às 17:00. Ela precisa de um ambiente de otimismo, de povo nas ruas comemorando, inebriados, mais uma vitória brasileira.
Difícil torcer em tempos tão radicalizantes, em que eu, você que me lê, certamente estamos cansados de ver o sofrimento do nosso povo, e porque não o nosso próprio sofrer (sou funcionário público, professor, no estado de São Paulo, e tenho uma noção bem nítida do que é a realidade do país, da maioria dos brasileiros que passam pelos bancos escolares e que na juventude dividiram boa parte de seu tempo e experiências comigo numa sala de aula). Pra um cara que como eu usa transporte público diariamente, que é educador em escola pública, que já utilizou o sistema público de saúde, que convive com os jovens e famílias seja em ambiente escolar, na igreja, etc, sei o quanto tem sido desafiador conter a revolta, e o impulso para a mudança, a veia revolucionária se aloca na nossa profundidade de Ser.
E assim, dentro deste contexto, desejo que a seleção brasileira faça uma boa campanha em campo e que os brasileiros acabem com o regime petista, seja no voto ou nas ruas por pressão popular.
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Historiador e educador brasileiro. Nascido em São Paulo (12/08/1978), radicado em Belo Horizonte (onde viveu por 26 anos) e atualmente vivendo na cidade paulista de Atibaia (60km da capital São Paulo). Graduou-se (como bacharel e licenciado) como Historiador no ano de 2006 no UNIBH/ou FAFI-BH (recebendo prêmio em março de 2007 como destaque acadêmico do curso de História de sua universidade).
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Dilma à espera de um "milagre"..
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APESTV entrevista prof. José Paulo Netto sobre as manifestações de Junho
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
A origem do planeta terra - documentário COMPLETO
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domingo, 18 de maio de 2014
BBC - Da Revolução Russa à queda do Muro de Berlim
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
Rasputin vs Stalin. Epic Rap Battles of History Season 2 finale.
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segunda-feira, 5 de maio de 2014
Como e por que ensinar a histórica Babilônia
É comum que o professor de História trabalhe os povos mesopotâmicos de maneira distante, rápida, desinteressada. Em parte, isso ocorre porque somos ocidentalizados, receptáculos históricos de gregos e romanos. O Ocidente, no qual estamos inseridos geográfica e historicamente (mesmo que por força da violenta colonização lusitana), realmente apresenta como arcabouços fundantes o "tripé": jurisdição romana, ética judaico-cristã, e filosofia grega. Mas como estudar tão desinteressadamente povos que por exemplo desenvolveram ideias sólidas na Astronomia, Matemática (os 360º de uma circunferência, a organização dos doze meses e semanas de sete dias, etc), e que antes mesmo dos romanos darem as "suas caras" já apresentavam um "Código de Leis"?
Ressalto que os romanos, ainda em meio a intromissão etrusca, datam do século VII a.C, e os mesopotâmicos já mostravam seu poder e esplendor entre os séculos XIX aC - XVIII aC quando do chamado "Primeiro Império Babilônico".
Há uma outra explicação para tal desinteresse ocidental, de ordem ético/moral.
Dentro do Cristianismo, e da Palavra de Deus, há traços e eventos ocorridos entre os mesopotâmicos como no chamado "cativeiro caldeu" por parte do povo de Israel, sendo destaque as profecias proferidas por Daniel (encontradas na forma de livro do Velho Testamento). Daniel viveu dentro do chamado "Segundo Império Babilônico", onde o poder e força babilônico foram recuperados pelo povo caldeu (localizado ao sul da Mesopotâmia, nas margens do rio Eufrates) após tempos de dominação assíria sobre a região. Foi a época do reinado de Nabucodonosor...que é muito mais que "o nome de uma nave na trilogia Matrix"!
Dentro da ética/moral cristã a "Babilônia" acaba sendo adjetivada como símbolo, ou metáfora, para identificar um povo que está distanciado de Deus, longe de seus princípios e vivendo de maneira luxuriosa, mundanizada, secularizada e humanista no sentido mais arrogante que o termo poderia carregar. No livro do Juízo da humanidade, a "Revelação" (Apocalipse) traz a vitória final da justiça de Deus sobre os pecados deste mundo, numa batalha épica (Armagedon) entre as forças de Jesus/Miguel contra Satã/Grande Babilônia.
Como educadores, como profissional da História, devemos ter o cuidado de separar aquilo que é "A Grande Babilônia", simbolismo religioso, do que realmente foi a histórica Babilônia dos amoritas, do código de Hamurábi, dos fantásticos zigurates, dos jardins suspensos de Nabucodonosor, do desenvolvimento matemático, linguístico, social, pois foram os primeiros povos a formar o que conceituamos como "civilização".
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